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Fundos de investimentos: opções para diversificar sua carteira

Pode ser que já tenham te indicado investir em fundos de investimento, mas você nunca levou a sério por não entendê-lo completamente. É chegada a hora, então, de desmistificar de vez tudo que você precisa saber sobre fundos de investimentos e encontrar o mais adequado para o seu perfil.



O que são Fundos de Investimentos?


Pense nos fundos de investimentos como um “condomínio” de investidores ao ponto que, tal como um condomínio possui vários apartamentos que podem ser alugados para diversas pessoas, dentro de um fundo de investimento subsistem diversas cotas que estão disponíveis para aquisição por múltiplos investidores.


Todas as aplicações ali reunidas formam, então, o patrimônio total do fundo, e os ganhos obtidos a partir delas são divididos entre os participantes deles, na proporção das cotas de cada um, do mesmíssimo modo como é dividida, por exemplo, a cota condominial entre condôminos.


A partir de agora duvidamos que você esquecerá essa definição! Mas, para falarmos em termos mais técnicos, os fundos de investimentos podem ser qualificados como uma comunhão de recursos captados tanto de pessoas físicas como jurídicas de modo a obter vantagem financeira — lícita — a partir de aplicações em títulos e valores mobiliários.


Com essas duas conceituações sobre a mesma coisa você pode facilmente conversar com um gerente de banco de igual para igual, bem como transformar o assunto em algo trivial na mesa de bar. Vamos continuar?


Como funcionam os Fundos de Investimentos?


Eles são uma modalidade de aplicação financeira coletiva, de modo que, como relatado, um fundo reúne recursos (investimentos) de diversos investidores, e seu funcionamento, por conta disso, é bastante dinâmico. Leve em consideração estes pontos para entender o porquê desta dinamicidade:

  • composição diversificada de sua carteira: os fundos podem conter investimentos em diversos tipos de ativos, desde ação, CDB, debêntures, moedas e até investimentos estrangeiros;

  • existem, portanto, diversos tipos de fundos: se a composição das carteiras de fundos de investimento são diversificadas, existem a possibilidade de cada uma delas possuir classificações diferentes;

  • o patrimônio dos fundos é dividido em cotas, então ao aplicar em fundo um investidor irá adquirir uma cota;

  • ao escolher um fundo para investir é necessário ter em mente que você também deve considerar os custos deste investimento (taxas de administração e taxa de performance);

  • cada tipo de fundos terá uma forma de tributação, fique de olho.


Estrutura dos Fundos de Investimentos


É necessário entender quais são os profissionais envolvidos no gerenciamento de um fundo de investimentos. Estes são eles:

  • administrador: aquele que é responsável pela constituição e funcionamento do fundo, defendendo os interesses dos cotistas;

  • gestor: responsável por acompanhar o mercado e decidir a estratégia da carteira de investimento, sempre visando lucro;

  • auditor independente: avalia a escrituração contábil do fundo a fim de credibilizá-lo;

  • distribuidor: responsável pela venda das cotas do fundo;

  • custodiante: responsável pela guarda dos ativos do fundo de investimentos.

Classificação dos fundos de investimento


Para facilitar a decisão do investidor em escolher qual fundo investir, é preciso conhecer as opções mais comuns dispostas no mercado financeiro. Estes são os tipos de fundos mais encontrados:


Fundo de Renda Fixa


Os fundos de renda fixa são aqueles em que a carteira de investimento deve ser composta por, pelo menos, 80% dos seus ativos em títulos públicos ou privados. Os títulos públicos e privados que estamos falando podem ser:

  • Certificado de Depósito Bancário (CDB);

  • Letra de Câmbio;

  • Tesouro Direto;

  • Letra de Câmbio Imobiliário (LCI) e Letra de Crédito do Agronegócio (LCA);

  • Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI) e Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA);

  • Poupança (um dos piores investimentos da renda fixa, por isso deixamos por último).

Estes fundos são indicados para investidores mais conservadores, justamente por conta da marcação a mercado.


Fundo de ações


Seguindo a mesma linha de raciocínio, a maior parte (67% ou 2/3 do patrimônio) dos investimentos do fundo de ações deve ser, obrigatoriamente, em ações negociadas em mercado de bolsa ou em balcão organizado, por serem de renda variável.

Investidores conservadores costumam gostar, também, dos fundos de ações por estes serem bem mais rentáveis que os de renda fixa, já que acompanham o desempenho diário das negociações dessas ações na bolsa.


Fundo Multimercado


A grande diferença dos fundos multimercados é que estes são um dos mais sofisticados investimentos de todos, mas também um dos mais ousados visto que aloca investimentos tanto em renda fixa como renda variável, câmbio e derivativos (por meio de derivativos para alavancagem).


Fundo Imobiliário


Para quem pretende aplicar em empreendimentos imobiliários, o mais indicado é investir em fundos imobiliários, e assim não haverá a necessidade de comprar um imóvel diretamente.

Mas, fique atento: neste tipo de fundo o resgate de cotas não é permitido.

Na contramão, os rendimentos distribuídos por estas carteiras não sofrem a cobrança de Imposto de Renda.


Fundo Cambial e de ouro


Se você pretende investir em moedas estrangeiras (para se proteger das variações cambiais, porque realizará uma viagem internacional, por exemplo), deve conhecer mais sobre os fundos cambiais, haja vista que 80% do patrimônio é aplicado nestes ativos.


Fundo de Previdência


A ideia de investir neste fundo é sua rentablidade a longo prazo, ou seja, os cotistas deste fundo fazem contribuições a fim de que de elas rendam e sejam utilizadas na aposentadoria. É óbvio que, por isso, eles envolvem alguns benefícios tributários.


Fundos abertos versus Fundos Fechados


Saber se o fundo que você investirá é aberto ou fechado irá determinar se você pode ou não investir. Como assim? Simples: estas duas categorias de fundos definem como funciona a aplicação e o resgate de cotas.


Nos fundos abertos, por exemplo, as aplicações e resgates podem ser feitos a qualquer momento por meio de instituições responsáveis pelas distribuições das cotas (bancos e corretoras).


Os fundos fechados, na contramão, recebem esse nome porque, de fato, possuem “períodos de captação” para novos cotistas, de modo que apenas na próxima “rodada de investimentos” o resgate poderá ser feito. Escolha bem!


É seguro investir em um fundo de investimento? Quais os riscos?


Precisamos destacar que investir em fundos é como investir em qualquer outra classe de ativos, então o risco é mais ou menos o mesmo. O que vai diferenciar é qual tipo de fundo você escolherá aplicar.


Do ponto de vista administrativo, ele é um investimento super seguro por possuírem um CNPJ próprio.

Existem, porém, três riscos presentes no investimentos em fundos:

  • risco de crédito: possibilidade de ocorrência de perdas associadas ao não cumprimento das partes em suas obrigações financeiras;

  • risco de mercado: oscilações de preços causadas por eventos inesperados;

  • risco de liquidez: incapacidade do gestor de liquidar uma operação incluída na carteira sem redução de valor;

Vantagens dos fundos de investimentos


Estas são algumas das vantagens que justificam a escolha por aplicações em fundos de investimentos:

  • diversificação: vários setores da economia podem fazer parte de um fundo de investimentos;

  • gestão especializada: a tomada de decisões dos fundos de investimento é mais assertiva por conta de seu gerenciamento profissional;

  • liquidez: o resgate das cotas pode ser feito de forma rápida

  • praticidade: não cabe ao cotista fazer o acompanhamento de seu investimento (por conta da gestão especializada);

  • redução do custo de corretagem: se o patrimônio do fundo é dividido em cotas, também assim o são os custos de corretagem.

Conte-nos: ficou bem mais fácil agora decidir se aplicar em fundos de investimento combina com você, não é mesmo? A EA Banking School visa descomplicar o universo dos investimentos para quer entrar nele, seja como parte laborativa ou aplicando no mercado financeiro!