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Conheça os tipos de títulos e suas características

Atualmente, contamos com diferentes tipos de títulos e cada um deles possui suas próprias características e particularidades. De maneira geral, podemos dividi-los em títulos de cunho público e privado. Dentro de cada um desses tipos, encontramos uma série de títulos com potencial de investimento.


Os brasileiros, em geral, não são conhecidos por serem grandes investidores, e esse é um tema comum somente para quem já possui certo conhecimento na área. Por outro lado, se você está começando a entrar nesse universo, esta publicação poderá ser de grande ajuda.


Conhecer os tipos de títulos é o primeiro passo para determinar quais aplicações devem ser feitas com base nas suas necessidades enquanto investidor. Dessa forma, confira nosso post com as principais informações sobre o assunto. Entenda o que são títulos, qual a diferença entre títulos públicos, privados e os títulos presentes em cada uma dessas categorias.


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Afinal, o que são e como funcionam os títulos?


Títulos são documentos emitidos por diversas organizações como forma de acumular recursos. Os investidores que aplicam dinheiro em títulos receberão esse valor com juros no futuro – e essa é, também, uma boa definição de investimento. Ao comprar um título, o investidor estará emprestando dinheiro a instituição, com o entendimento que esse dinheiro será devolvido no futuro.


Os títulos podem ser divididos entre públicos e privados, conforme a instituição emissora de título. Dentro de cada um desses títulos encontramos outras subcategorias com outras possibilidades de investimento. Alguns títulos são mais comuns que outros, no Brasil, por exemplo, não são todos os títulos que estão disponíveis para aplicação.


Qual a diferença entre títulos públicos e privados?


Os títulos privados são aqueles emitidos por entidades particulares, tais quais empresas privadas, bancos e instituições financeiras. Os títulos públicos, por sua vez, correspondem aos títulos emitidos pelo governo. Neste último caso, o investidor aplica o dinheiro e, em seguida, o governo devolve este valor com o adicional de remunerações pré ou pós-fixadas.


Já nos títulos privados, este processo é bem semelhante, com a diferença de que o valor será restituído por instituições privadas e não governamentais. Os títulos públicos mais comuns são os Tesouros IPCA+, SELIC e Pré-fixado, no caso dos privados, os mais conhecidos são COE, LC, CDB, LCI e LCA.


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Conheça os tipos de títulos públicos


A seguir, selecionamos os tipos de títulos públicos para você conhecer. Mas antes precisamos ilustrar as categorias de títulos públicos – pré-fixados, pós-fixados e híbridos. Essas três subcategorias referem-se aos títulos públicos disponíveis no Tesouro Direto.

  • pré-fixados: o valor a ser recebido é conhecido assim que a aplicação é realizada;

  • pós-fixados: somente são conhecidos os critérios de remuneração da aplicação;

  • híbridos: parte da remuneração é entendida anteriormente, e o restante varia conforme a inflação.

Entendido isso, confira os tipos de títulos públicos:

  • Tesouro Prefixado com Juros Semestrais (NTN-F);

  • Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais (NTN-B);

  • Tesouro Selic (LFT);

  • Tesouro Prefixado (LTN);

  • Tesouro IPCA+ (NTN-B Principal).

Os títulos públicos são indicados para todos os casos e perfis de investidor, desde o conservador até o arrojado. Para decidir o melhor título de investimento, é necessário determinar o prazo de recebimento do valor investido e o nível de risco do investimento.


E os títulos privados? Quais são?


Dentre os títulos privados, encontramos diferenças entre as normas de tributação, liquidez, imposto de renda e, assim como os títulos públicos, o nível de risco de investimento. Cada um deles possui características distintas e a melhor maneira para decidir sua aplicação, é estudando cada uma delas cuidadosamente.


Uma característica comum entre elas é a renda fixa, ou seja, os valores de remuneração são calculados e definidos de forma prévia. Confira alguns dos principais títulos privados:

  • Debêntures – emitidos por sociedades anônimas (S/A);

  • LC – Letras de Câmbio;

  • CRI e CRA – Certificados de Recebíveis Imobiliário e do Agronegócio;

  • LCI e LCA – Letras de Crédito Imobiliário e do Agronegócio;

  • CDB – Certificados de Depósito Bancário.

  • COE – Certificado de Operações Estruturadas.

Relação de rendimento entre títulos públicos e títulos privados


Em poucas palavras, podemos dizer que a rentabilidade de um investimento está relacionada diretamente aos riscos para o investidor, e não ao tipo de título escolhido.


O importante na hora de escolher um investimento é entender os tipos de títulos mais indicados para seu caso – dependendo das suas necessidades, expectativas e características.


Em geral, podemos assumir que os títulos públicos possuem riscos menores do que os privados, visto que são determinados pelo governo (as chances do governo quebrar são consideravelmente menores do que uma empresa, por exemplo). Isso não significa que os títulos particulares são extremamente voláteis, muito pelo contrário.


Atualmente, contamos com algumas garantias para títulos de instituições privadas a fim de deixar o investidor mais seguro sobre seus investimentos. O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) é um exemplo de garantia de alguns títulos, mas nem todos os títulos possuem essas garantias.


É difícil dizer qual tipo de título é mais indicado, considerando que é necessário se atentar a outras variantes que determinam, com mais precisão, quais as melhores alternativas de investimento para você. Atente-se, portanto, ao seu perfil de investidor e qual nível de risco você está disposto a correr, para conseguir, assim, a maior rentabilidade possível.


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